Biografia - Baianos mortos no Araguaia
Dinaelza Santana Coqueiro - "Mariadina"

Imagem: Arquivo Pessoal   
Dinaelza Santana Coqueiro

Filha de Antonio Pereira de Santana e Junília Soares Santana, nasceu em 22/03/49, na cidade de Vitória da Conquista-Bahia.

Estudou até o segundo grau em Jequié, no IERP (Instituto Educacional Regis Pacheco), onde organizou o grêmio estudantil, iniciando sua militância no movimento secundarista.

Em 1969 foi aprovada no vestibular na Pontifícia Universidade Católica de Salvador para o curso de Geografia, onde juntamente com outros estudantes criou o seu diretório acadêmico, bem como fez parte do grupo de estudantes que reorganizou o DCE - Diretório Central dos Estudantes da UCSAl.

Ela e seu marido, Vandick Coqueiro, estudante de Economia da UFBA, fizeram parte do Comitê estudantil do Partido Comunista do Brasil em 1970.

Passaram a ser perseguidos e, não tendo paz na cidade, foram viver na região da Gameleira, sudeste do Pará, como camponeses.

Passaram a atuar no Destacamento B, na resistência do Araguaia, contra a ditadura militar.

Sua prisão foi efetuada pelo ex-mateiro Manoel Gomes, nas proximidades da OP-1.

Dinaelza teria sido levada para a casa de Arlindo Vieira, onde o Exército tinha base. Foi duramente interrogada para indicar a localização dos outros guerrilheiros. Segundo os relatos de moradores, Mariadina é apontada como valente. Não respondia às perguntas e teria cuspido no rosto de um oficial.




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